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Meu perfil |
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Eu sou Colombina...

- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- ...que eu quero saber o seu jogo
- ...que eu quero morrer no seu bloco...
- ...que eu quero me arder no seu fogo
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor
- Eu tenho um pandeiro
- Só quero um violão
- Eu nado em dinheiro
- Não tenho um tostão...Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
- Eu sou tão menina
- Meu tempo passou
- Eu sou colombina
- Eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
(Chico Buarque)

Tenho os caprichos inerentes à natureza da mulher
abro a caixa de pandora que eu quiser
e lanço mão de todo mal e todo bem
avanço a passos largos
alcanço o ponto extremo e vou além
onde se estende a palpitação das células
e se prolongam feixes de neurônios
onde se nasce, morre ou se enlouquece
íntima de deuses e demônios.
Onde habitam as feras, os espíritos das florestas
onde se determina a primavera
e se marcam as nossas testas.
Onde se aprende a sabedoria do fogo
e todas as forças de atração
e se descobre o ponto que orienta
esse mapa de navegação.
Estrela solitária, asteróide desgarrado
luz que aponta o caminho
da viagem da paixão.
(Bruna Lombardi)

Deslizo poemas de saliva
No rascunho da tua pele
Rimas profanas, estrofes abissais
O sentido profundo de um verso
Fala a língua dos teus gestos
Em convulsões gramaticais
Poemas recatados na tua pele sem pecado
Poemas de navalha no teu corpo sem perdão
A figura de linguagem do desejo
Fala a língua do meu beijo
Sem tradução
Não lavei os seios
pois tinham o calor
da tua mão
Não lavei as mãos
pois tinham os sons
do teu corpo.

Não lavei o corpo
pois tinha os rastros
dos teus gestos ;
tinha também, o meu corpo
a sagrada profanação
do teu olhar
que não lavei .
Nem aqueles lençóis ,
não os lavei ,
nem os espelhos
que continuam
onde sempre estiveram :
porque eles nos viram
cúmplices , e a paixão ,
no paraíso ,
parece que era .
Lavei , sim ,
lavei e perfumei
a alma , em jasmim ,
que é tua , só tua ,
para te esperar
como se nunca tivesses ido
a nenhum lugar :
donde apaguei
todas as ausências
que apaguei
ao teu olhar.
(Femina by Soares Feitosa)
Ficou ...

Ainda ficou um pouco
de teu cabelo no travesseiro
de teu corpo no meu corpo
de teu cheiro
um pouco de tua colônia
em alguns vestidos meus
ficou no meu cotidiano
um gosto bobo de adeus
Ficou um resto de shampoo
no teu frasco no banheiro
de tudo ficou um pouco
de teu jeito, de teu cheiro
Ficaram umas coisas tuas
espalhadas pelo quarto
Ficou teu riso marcado
na moldura do retrato
Em tudo ficou um pouco
ficou nosso jogo de damas
(eu branco, você preto)
intacto no sofá cama
Alguns discos teus, alguns livros
na parede atrás da porta
e gravura de Dali
e a tua natureza morta
Um pouco do silêncio
se espalhou pela casa
tua xícara de porcelana
verde e branca, sem asa
De você ficou um pouco
do trem daquela viagem
do nosso jantar chinês
da nossa camaradagem
Ainda ficou tua letra
em alguns papéis amassados
em tudo ficou um pouco
na rua, no supermercado
Ficou um pouco de você
no mar, no rio, na serra
na estrada da casa de campo
na pedra, no gato, na terra
Ficou um pouco do teu rosto
no rosto dos meus amigos
ficaram palavras tuas
em tudo aquilo que digo
Eu fiquei com o teu jeito
de querer falar primeiro
teu corpo no meu corpo
cabelo no travesseiro."
(Bruna Lombardi)
Acolhe-me , Abriga-me, Aceita-me, Recebe-me ...

“Acolhe-me em teu abraço,
com teu olhar me afirma:
aquele espaço a teu lado
é o porto da minha viagem,
meu lado de rio, minha margem.
Abriga-me no teu corpo
para que o meu se descobre
em onda de mar ou concha.
Aceita-me e me recria
como nem eu me conheço:
em ti parece que chego
como uma coisa concreta,
algo que avança e se adianta,
e só assim se desdobra,
pois antes era miragem.
Recebe-me em duas partes:
aquela que o mundo avista,
e a outra, a verdadeira,
chão da tua sombra que passa,
e da tua luz que se planta”
(Lya Luft - Tua dádiva)

Quem estando ausente entra no quarto
Quem deita ao lado meu, quem passa
No meu coração seus lábios quentes, quem
Desperta em mim as feras todas
Quem me rasga e cura
Quem me atrai?
Quem murmura na treva e acende estrelas
Quem me leva em marés de sono e riso
Quem invade meu dia após a noite
Quem vem – estando ausente -
E nunca vai?
(Lya Luft)

As carícias da noite anterior
haviam sido intensamente maravilhosas,
como todas as chamas multicolores
de um engenhoso fogo de artifício,
irrupções de sóis e neons
explodindo no interior do corpo,
velozes cometas
dirigidos a todos os centros de prazer,
estrelas cadentes de profundas alegrias..."
(Anais Nin)
Parrrrrrrrrrabéns meu benzinho...443 aninhos

Porque meu bem faz aninhos
um raio de sol dourado
entrelaçou mil carinhos
pelo céu, de lado a lado.
Um ramo de beijos ternos
balançava sobre os ninhos
entre miosótis eternos
porque meu bem faz aninhos.
Porque meu bem faz aninhos
o rei, o valete, a sota
mais a fada e os anõezinhos
dançaram samba e gavota.
A nuvem mais cor-de-rosa
enfeitiçou-se de gatinhos
de bigode à Rui Barbosa
porque meu bem faz aninhos.
Porque meu bem faz aninhos
eu ganhei um chocolate
que tinha sete gostinhos
todos do melhor quilate.
Hoje eu brinco, pulo, canto,
assim como os passarinhos,
e mais eu canto me encanto
porque meu bem faz aninhos.
(Drumond)

“Devagar
peça mais
e mais e
mais”

“É hoje o dia da alegria
E a tristeza,
nem pode pensar em chegar...”
Deixa o verão prá mais tarde...

“Deixa eu decidir se é cedo ou tarde
Espere eu considerar
Ver se eu vou assim chique à vontade
Igual ao tom do lugar...”
(Los Hermanos)
Esperança...pq é preciso dar e receber amor

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Do Leme ao Pontal...

“Meu vício de amar você
Não é o mesmo que tomar café...”
(Tim Maia)
1° de Dezembro – DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS
QUALSUA
ATITUDE?
QUAL SUA ATITUDE NA LUTA
CONTRA A AIDS?